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Patrícia Lira

O mundo virou de cabeça para baixo. Uma pandemia está assolando o planeta Terra. Hoje, dia 29 de abril de 2020, quarta-feira, é meu 40º dia em casa. Não ininterruptamente, tive que sair algumas vezes, mas estamos em quarentena. Não podemos sair a não ser que seja extremamente necessário. É claro que boa parte das pessoas não respeita isso, mas estamos tentando.

Em 40 dias eu tive altos e baixos, emocionais e físicos. Na primeira semana fiquei triste, havia acabado de começar a trabalhar e agora teria que ficar em casa até o isolamento social acabar, sem remuneração. Nessa semana senti muitas dores de cabeça e cansaço. Por quase duas semanas tive muitas dores nas costas. Na outra arranquei um dente, que não foi muito fácil. Depois voltei pro dentista pra terminar de tirar o mesmo dente. 

E então chegamos nessa semana, onde finalmente consegui marcar algumas coisas da minha lista de afazeres como feitas. Até que enfim fui útil ao meu país. Desde o começo da quarentena percebi as pessoas frenéticas em produzir, estudar, fazer home office, ser fitness, aprender a cozinhar, etc. Isso só fez produzir em mim um sentimento de apatia. Eu que sempre fui de fazer mil coisas ao mesmo tempo, não fiz praticamente nada por dias e dias. E tudo bem! Não precisamos nos comparar, cada um tem seu tempo, seu ritmo, seus sentimentos, sua energia. Estamos vivendo um momento difícil pra todos, o que a gente precisa é fazer bolo à tarde, dormir até acordar, ver filme até de madrugada, jogar baralho, conversar e rir. Vamos ouvir as músicas que deixamos pra depois, ler os livros que estão guardados na estante, ou não. Vamos fazer vários nadas enquanto podemos, se é que podemos.

Eu sei que nem todo mundo pode se dar a esse luxo, que precisam trabalhar normalmente, outros em casa, muitos até mais do que antes, mas todos precisamos ficar mais em casa nos fins de semana não é? Por aqui eu sigo tentando ter paz. Paz pra vocês também.

Bolo de banana e canela que acabou de sair do forno e deixou o melhor cheiro do mundo na casa

quarta-feira, abril 29, 2020 No comentários

E se a gente pensasse menos nos problemas dos outros? 
E se a gente se amasse com menos reservas? 
E se construíssemos pontes ao invés de muros? 
E se não tivéssemos vergonha? 
E se morássemos perto de todos que amamos?
E se tirássemos um dia de folga do mundo?
E se a gente dissesse tudo que pensa?
E se corrêssemos como a Phoebe? 
E se a esperança fosse maior que o medo?
E se não nos deixássemos influenciar?
E se não esperássemos tanto dos outros?
E se todo mundo fosse honesto?
E se a gente não complicasse tanto?
E se nos ajudássemos mais?
E se Deus respondesse todas as nossas orações?
E se não houvesse injustiça, violência e preconceito?
E se a gente emagrecesse comendo pizza?
E se o amor fosse recíproco?
E se a gente não precisasse dormir?
E se fosse suficiente?
segunda-feira, fevereiro 20, 2017 No comentários


Existe um desafio que consiste em pesquisar qualquer palavra no Google e escrever sobre a 11ª imagem que aparecer. Pesquisei no Pinterest (Google não, por favor) a palavra Esperança e essa foi a 11ª imagem que apareceu.

Essa, com certeza, é uma verdade absoluta. Podemos facilmente pensar que a fé torna as coisas mais fáceis, mas só através dos anos vivendo com Deus podemos perceber que a fé, na verdade, nos ajuda a passar pelas coisas, sendo elas difíceis ou fáceis, mas principalmente pelas difíceis. Com fé é possível passar pelas turbulências da vida crendo que algo melhor virá.
domingo, fevereiro 19, 2017 No comentários
Amo dormir com barulho de chuva batendo na janela, mas não só dormir, amor ler com chuva, ver filme, escrever, eu amo fazer qualquer coisa em casa com chuva. Amo comer comidinha que traz conforto, sabe? Comidinha de mãe, quentinha, um mingauzinho (não me julguem). 

Amo ficar em casa. Amo passar um tempo sozinha, com meus livros, meus lápis, canetas e papéis, com uma boa música tocando. Aliás, eu amo música em todo tempo, tenho playlist pra tudo, lavar louça, tomar banho, limpar a casa, pra tudo mesmo.

Amo gente que me faz rir, que tem bom humor e senso de humor, que não se preocupa tanto, já basta eu. Amo quem não complica, eu já complico por nós dois. Amo a simplicidade de estar junto sem ter que falar nada, amo quem fica à vontade a esse ponto.

Amo cobertor fofinho, minha janela no quarto e como o sol entra pouquinho nela durante as manhãs. Amo o cheiro de casa. Amo minha coleção de livros, revistas e lápis. Amo ter livro novo que ainda não li. Amo minhas luminárias, minha mesa e minha cadeira no quarto. Amo a cadeira de balanço lá da sala. Amo que ficamos deitados no colchão de ar vendo filme.

Amo ter dois óculos de grau e como eles são diferentes. Amo fazer maratona de série, ver filme que eu já sei que amo, amo acreditar no amor dos filmes. Amo ter fones de ouvido. Amo cheiro de bolo e de pão assando. Amo pão quentinho com manteiga. Amo cheiro de café. 

Amo ter companhia em todas as refeições. Amo e-mails de amigos. Amo mensagens não lidas no celular. Amo quando são de madrugada. Amo acordar com bom dia. Amo caminhar no parque de manhã cedo e ouvir bom dia de todo mundo que passa. Amo mãos dadas.

Amo passar o dia fora de casa e ter quem me espere em casa. Amo passar o dia sozinha em casa e saber que alguém vai chegar a noite. Amo saber que de um jeito ou de outro tudo vai ficar bem.
terça-feira, fevereiro 14, 2017 No comentários

Algumas coisas só estão na minha cabeça, isso não quer dizer que elas realmente são do jeito que eu tô pensando. Esperar pelo desenrolamento delas é o melhor jeito de saber o que realmente está acontecendo, sem tirar conclusões precipitadas, principalmente quando essas conclusões são baseadas só no meu lado da história.

A vida não é linear. E tudo bem por isso. Todo mundo tem seus altos e baixos e não tem problema nenhum em ter uma vida onde nem tudo é certinho o tempo todo. Afinal, quem tem? Podemos sim tropeçar e enfraquecer, mas o importante é pedir ajuda pra levantar, saber que um erro ou uma queda não interrompe o caminho.

Não preciso me cobrar tanto. Ninguém espera mais de mim do que eu mesma, cumprir tudo da lista que só eu criei não precisa ser a coisa mais importante. Nem sempre desistir é sinal de fraqueza. Às vezes é justamente o oposto, o mais difícil. A vida tem que ser mais do que isso. Mais do que o que os outros esperam de mim e mais do que me faz feliz.
quinta-feira, fevereiro 09, 2017 No comentários

Eu amo essa foto. Amo como nós estamos felizes, verdadeiramente felizes. Eu, minha mãe e minha irmã. Não poderia ser mais nós do que isso, eu com minha cara sapeca de sempre e minha irmã esmagando quem está por perto. Impossível ter mais carinho que isso. E até hoje é assim, grudadas, as três mulheres da vida do Beto, um homem muito paciente e amado. Somos irmãs, mãe e filhas, amigas acima de tudo. 

Voltando ao assunto...

Não temos um milhão de fotos de infância, não existia smartphone e câmera fotográfica era coisa de gente com dinheiro, ou você pegava emprestado com alguém ou contratava fotógrafo. Aí você comprava um filme, de no máximo 36 poses, o que era uma coisa maravilhosa, e economizava para os momentos mais especiais. Não tinha como refazer a foto ou ver se tinha ficado boa, era sorrir e torcer pra ter saído com os olhos abertos. Às vezes levava meses pra finalmente ver a foto, sair de casa pra revelar dava uma preguiça, nunca revelamos todos, chegamos a jogar fora uns dez filmes sem nunca termos visto se os olhos não tinham ficado vermelhos, tinha isso também. Revelar sim, não imprimir. E nada de Photoshop, nem um aplicativo sequer pra clarear a foto ou colocar um filtro preto e branco. Se tirasse o filme da máquina dava pra brincar de tirar foto, você ouvia o barulhinho, via o flash, mas nenhuma foto ficava gravada, claro. O máximo que gastava era pilha, que não era recarregável. Ah, mas só podia tirar o filme quando tivesse acabado, se você abrisse a câmera com ele ainda no meio, queimava todas as fotos. 

Talvez eu esteja mais velha do que pensei. Mês de aniversário faz isso com a gente.
segunda-feira, fevereiro 06, 2017 No comentários
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Pathy lira

Arquiteta que ama ler e passar máscara de cílios. Aqui um pouquinho de cada amor, uma parte de mim e minha visão do mundo.

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